quarta-feira, 15 de abril de 2026

João 11 - A ressurreição de Lázaro

 “Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela.

Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor,  cheira mal, porque é já de quatro dias.

Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?

Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.

Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.

E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.

E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir”.

João 11:38-44

O milagre mais impressionante de Jesus

Dos muitos milagres que Jesus fez, esse sem dúvidas é o mais complexo, significativo, muito embora não seja saudável fazer um ranking de milagres, o milagre que está diante de nós certamente é um sinal muito intenso do poder de Jesus e de sua obra.

Os milagres em João são chamados de sinais, pois, apontam para uma realidade além do próprio fato em si, todos os 7 milagres em João são propositalmente escolhidos para relevar coisas sobre Jesus e seu caráter como ser divino.

Tudo no relato de João é intencional e apologético, uma vez que ele foi o último a escrever o relato sobre a vida de Jesus tendo algumas particularidades muito peculiares: João fala sobre Jesus como um contraponto às heresias de seus dias, especialmente o gnosticismo que se constituía uma ameaça para a fé cristã nos primeiros dias.

Além do mais, os relatos de João são baseados no seu convívio com Jesus sendo o discípulo mais íntimo de todos, de modo que ele teria tanto a dizer que os livros não teriam espaço no mundo.

Lázaro, Marta e Maria eram muito amigos de Jesus. De modo que sua casa em Betânia era quase uma “segunda casa” de Jesus.

Acredita-se que Jesus esteve com eles outras vezes e sempre passava por lá, tanto que é um dos relatos em que vemos Jesus à vontade falando com os três irmãos, aparentando uma relação de certa liberdade com eles.

Jesus acabara de sair de Jerusalém tendo sido duramente perseguido, de modo que se retirou para a região da Peréia, que distava cerca de 30 KM de Betânia.


Quando Lázaro, amigo de Jesus fica enfermo, suas irmãs se preocupam e mandam um recado para Jesus:

“³ Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas -João 11:3”

Essa fala indica o nível de relacionamento que eles tinham, bem como a expectativa de que ele viesse até lá para possivelmente orar por ele e curá-lo.

A viagem de Betânia a Peréia levava um dia, de modo que as pessoas que levaram a mensagem a Jesus esperavam que ele voltasse de imediato.

A resposta de Jesus é encorajadora, mas sua atitude nem tanto:

“E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”.

João 11:4

A essa altura, certamente Jesus sabia que Lázaro havia morrido. A sua fala já está visando o que ele ia fazer.

João reforça o amor de Jesus pela família  V.5

O que se espera de alguém que ama é que tendo oportunidade de resolver um problema de um amigo, é que esse alguém use os recursos disponíveis, resolva o problema, saia de imediato e vá até lá.

Jesus, porém, ainda fica dois dias em que estava  V.6

Tendo completados três dias desde o envio da notícia e consequente morte de Lázaro, Jesus diz aos discípulos que vai até a região da Judéia, para ir até a casa do seu amigo.

Tomados de preocupação os discípulos tentam lembrá-lo do que ele acabou de viver lá (A tentativa de apedrejamento).

Jesus então usa um jogo de palavras sobre horas do dia:

 Jesus respondeu: Não  doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;

 Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.

João 11:9,10

Jesus diz que  12 horas de claridade e nessa hora se faz as coisas.

Jesus estava dizendo que ainda era o tempo oportuno de fazer o que deveria fazer, pois, após a cruz viria a noite em que ele não mais estaria em carne com os discípulos.

Os discípulos possivelmente também tinham uma boa relação com Lázaro, pois, o texto diz que Jesus se refere a ele como “nosso amigo”.

Jesus fala que Lázaro dorme como uma figura para a morte, mas os discípulos não entendem, é então que Jesus fala de forma mais clara:


 Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto;

E folgo, por amor de vós, de que eu  não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele.

João 11:14,15

Tomé ainda fala de forma tão cética que pensa que estão indo morrer junto a Lázaro V.16

Como dito, a viagem era de 1 dia, pois, principalmente no trajeto da Peréia a Betânia, o caminho era mais complexo pois se tratava de subida. A essa altura Lázaro estava morto já havia 4 dias.

Muitas pessoas foram consolar a família, até porque Betânia distava de Jerusalém apenas 3 KM.

 

 

O velório judaico era feito em geral dessa forma segundo Lawrence Richards

Preparação do corpo - As unhas e os cabelos do morto eram cortados, o corpo era lavado, ungido e enrolado com o melhor tecido que a família podia oferecer.

Jejuns e prantos - Neste momento, ao envolver o morto em tecidos, a família iniciava seu período de choro, não comeriam carne e nem beberiam vinho.

Qualquer refeição que eles fizessem, deveria ser realizada fora do cômodo onde o morto estava, ou quando muito, de costas para ele.

Carpideiras e flautistas - Ainda se diz em seu comentário que o judeu pobre deveria providenciar pelo menos dois flautistas e uma carpideira para chorar. Essa era uma das suas últimas provas de afeição.

As carpideiras entoavam a canção “Oh herói, oh leão”. Esse cântico visava homenagear o falecido, era entoado em tom baixo, como uma canção fúnebre de lamento.

 

 

Crenças em torno do falecido – Entre os judeus existia a crença de que a alma do morto poderia rondar o corpo por até três dias e neste intervalo ele poderia voltar a vida. Em geral se sepultava o morto no mesmo dia para evitar qualquer contaminação.

Ainda era lavada a cabeça e os pulsos com água quente, crendo que de alguma forma se o morto estivesse apenas num estado desacordado profundamente ele voltasse aos sentidos.

Alguns sepultavam fora da cidade visando a assepsia, outros faziam o sepultamento em cavernas, como é o caso do presente texto.


As reações das irmãs de Lázaro

 

 

De imediato Marta sai ao encontro de Jesus que chegara 4 dias após a morte de Lázaro e ao mesmo tempo que afirma a crença no poder de Jesus em vida, reafirma uma certa decepção com Jesus:

 

 

Ela fala do fato de que esperava que ele estivesse lá para evitar a morte Implicitamente fala sobre a irreversibilidade da morte

Fala também que isso não anula a crença dela em Jesus quando o alvo da oração ainda está em vida, ao que Jesus afirma que ele vai ressuscitar Lázaro.

João 11.21-23.

 

 

Algumas lições começam a vir do texto:

 

 

 - As vezes Jesus nos faz esperar e isso não é falta de amor

Qualquer espera gera em nós a sensação horrível de que não estamos no controle,  resolve de imediato quem pode, mas no caso da doença, quem senão Jesus poderia intervir?

Já olhamos para o texto e vimos que Jesus poderia ter chegado em 2 dias, porém talvez alguns atribuiriam a ressurreição a crença que tinham.

Jesus então se demora propositalmente.

Seus amigos estão esperando, seu amigo está enfermo o esperando, seus discípulos esperam uma reação, o mensageiro contratado, mas inexplicavelmente Jesus espera mais dois dias.

Algumas falas de Jesus antes de chegar e algumas reações deixam isso claro.

Jesus primeiro diz que Lázaro dorme, mas dada a lentidão dos discípulos para entender o que ele disse, Jesus fala de forma mais clara e explica a razão de sua demora:

 

 

“E folgo, por amor de vós, de que eu  não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele”- João 11:15

 

 

As vezes Jesus nos faz esperar, porque ele tem coisas maiores para manifestar após a espera:


· Se ele chega na hora que pediram seria  uma cura, mas na hora dele

virou uma ressurreição.

· Se ele chega na hora que pediram, poderiam atribuir à tradição, mas chegando na hora dele era um sinal inevitável de sua grandeza.

 

As vezes Jesus nos faz esperar e a sua espera é inquietante, mas a nós resta a esperança.

O tempo não é um problema pra Jesus, o tempo é um problema para nós, não há situação irreversível, os anos passando naturalmente desgastam coisas, sentimentos, pessoas, até a fé, mas Jesus nos renova no tempo.

A lógica natural é o tempo me desgastar, mas com Jesus até a lógica implacável do tempo é alterada, pois, eu junto de Jesus não me desgasto, eu junto de Jesus renovo as minhas forças enquanto espero.

O tempo causa ferrugem, desgaste, deterioração, decomposição, o tempo é implacável, mas com Deus enquanto espero sou renovado, alguns correm e se cansam, outros caminham e se fatigam, mas quem espera em Jesus renova as forças.

Subo com asas como águias, corro e não me canso, caminho sem fadiga.

 

Quando espero em alguém naturalmente estou parado, quando espero alguém não posso fazer nada, mas quando espero em Jesus eu dou passos maiores.

Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera – Isaías 64.4

 

 

As dificuldades de Marta e a fala de Jesus

 

 

²⁴ Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.

²⁵ Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;

²⁶ E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?

²⁷ Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.

 

João 11:24-27

 

Marta não tem dificuldade de crer que Jesus poderia ressuscitar Lázaro no grande dia, na ressurreição final. Sua resposta mais uma vez é limitante.

Ela cria na ressurreição escatológica, mas não no tempo presente.


Ao que Jesus faz a sua última afirmação: Eu Sou a ressurreição e a vida.

 

Consideremos essa afirmação:

 

 - A afirmação de Jesus o “Eu Sou”

 

O livro de João contém sete milagres e sete declarações de Jesus.

Os judeus tinham muita dificuldade com o termo “eu sou”, pois, foi Deus quem o usou no começo da vocação de Moisés.

“Diga que o eu sou me enviou a vós”.

 

Os judeus temiam tanto tomar esse termo em vão, que escreviam o tetragrama sem pronunciar o nome de Deus de forma vã:

“YHWH”

Yude He Vav He

 

 

Esse era o nome de Deus.

Quando Jesus usa o termo “Eu sou” ele está tomando para si atribuições de um Deus, ele o faz no livro de João sete vezes:

 

 

1. Eu sou o pão da vida quem vem a mim jamais terá fome.

2. Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda em trevas

3. Eu sou a porta das ovelhas

4. Eu sou o bom pastor

5. Eu sou o caminho a verdade e a vida

6. Eu sou a videira verdadeira

 

 

Agora ele afirma: Eu sou a ressurreição e a vida!

 

 

A ressurreição e a vida não são uma ideia abstrata, não são apenas um casal de deuses como pensaram os atenienses, não são apenas eventos futuros.

A ressurreição e a vida são uma pessoa, a saber a pessoa de Jesus.

Muitas afirmações de Jesus são claramente afirmações de alguém que tem sob si um grande poder e que na boca de outra pessoa causariam espanto.

 

 

· Aos judeus ele disse que Abraão viu seu dia e se alegrou e não só isso, ele é antes de Abraão.


· Aos judeus no último dia da festa, Jesus disse que quem tiver sede deve vir a ele e beber, pois, os que nele creem se tornariam alguém que teriam uma fonte dentro de si.

· Certa vez ele disse que ele e o pai eram um.

 

 

Agora ele está afirmando que é a ressurreição e a vida diante de um cenário de profundo luto.

 

 

Não  como ter neutralidade a respeito das afirmações de Jesus, como disse

C.S. Lewis

Jesus nunca desejou ser apenas um ser com ideias abstratas, a respeito dele só restam duas opções, ou ele é um lunático ou um satanás, ou ele é quem ele afirma ser, o filho de Deus.

A afirmação de Jesus pode ser divida em partes:

 

Aquele que crê em mim ainda que esteja morto viverá – Ele se refere a morte eterna, ou segunda morte. Quem morreu crendo nele,  morre uma vez.

Quem nele crê não morrerá  Ou seja, quem nele crê um dia morrerá fisicamente, mas a morte não será o final, a morte não é o fim para o cristão, pois, todos um dia novamente viveremos.

 

De um jeito ou de outro, quem crê em Jesus está cercado de vida.

 

 

⁸ Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.

 Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.

Romanos 14:8,9

 

 

Marta é confrontada com uma pergunta: Crês tu nisso? Ao que ela responde:

²⁷ Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.

João 11:27


Jesus algumas vezes reivindicou sua santidade e divindade por meio de afirmações:

 

 

· Ele fala sobre sua pré existência quando se refere a ter visto

Satanás cair do céu

· Ele perdoava pecados, assumindo assim lugar divino (Mc.2)

· Ele afirmou ser antes de Abraão

 

 

Todos os profetas falaram: “Eu posso te levar onde Deus está, mas Jesus disse, eu sou Deus, vinde a mim”.

 

 

A reação de Maria

 

 

Maria quando chamada vai até onde Jesus está, na entrada da aldeia, todo o seu luto é interrompido pela vontade de ver Jesus.

Logo, ela fala palavras iguais a de sua irmã, mas ela tem atitudes diferentes: Ao invés de pressionar Jesus como sua irmã, Maria vai aos pés, chora e diz.

De certa forma, há sim, espaço na fé para se expressar, mas mesmo essa expressão deve ser feita com sabedoria.

Se  algo que podemos fazer com Jesus é chorar, é se expressar, é falar, seja como Marta de forma mais enérgica, seja como Maria aos seus pés e chorando.

Não  Maria chora, como todos os outros que estão ao seu redor.

 

 

 - Jesus tem reações sempre adequadas a cada pessoa, ele é perfeito.

³³ Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.

³⁴ E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.

³⁵ Jesus chorou. João 11:33-35

 

O homem que acabou de afirmar que é a ressurreição e a vida, agora está chorando.


A Maria Jesus dá o ministério da verdade, ele simplesmente diz a realidade dos fatos ante ao ceticismo dela.

Jesus é grande o suficiente para apontar as estrelas!

Mas ao mesmo tempo este homem se abaixa o suficiente para chorar, para sentir a dor de Maria.

Esperava-se dele que esfregasse as mãos, que mostrassem ansiedade por manifestar seu poder, por não ver a hora de acabar com tudo aquilo, mas de alguma forma Jesus mostra ao mesmo tempo seu pleno poder como Deus, bem como sua perfeita humanidade.

Jesus toca adequadamente cada um deles, nós sempre tentamos fazer isso.

Veja as palavras de Tim Keller:

“Honestamente, todos precisam de um ministério da verdade e de um ministério de lágrimas em momentos diferentes... Nenhum de nós tem o temperamento, a paciência ou a percepção necessária para dar às pessoas o que elas precisam o tempo todo. Em razão de nossa personalidade, alguns de nós temos a tendência de confrontar mesmo quando o momento pede compreensão, ao passo que outros são o contrário, mas Jesus Cristo nunca é forte quando deveria ser terno, nem terno quando deveria ser forte. Não que ele seja apenas um conselheiro perfeito e maravilhoso. Ele é a própria verdade em lágrimas. A divindade encarnada”.

 

 

· Ele é a força e a fragilidade

· O cordeiro e o leão

· Ele é a água da vida, mas as vezes tem sede

· Ele é o pão da vida, mas após o jejum teve fome

 

 

Aos que estão em dúvidas a afirmação – Eu sou a ressurreição Aos que choram – Ele os consola chorando junto

Quando  o efeito que o pecado causou, quando vê o dano da morte, quando você como as pessoas sofrem com a dor da separação, ele chora.

Poucos versículos são tão carregados de significado como esse, o filho de Deus, o todo poderoso, o que abre olhos de cegos, o que teve todo poder dado no céu e na terra está chorando.

 

 

Para alguns ele se manifesta trazendo respostas firmes – Marta Para outros ele se apresenta mostrando compaixão – Maria


 Jesus encarou salvou o seu amigo se sacrificando

Ao verem Jesus chorar, alguns comentam sobre seu amor e outros murmuram, ao que Jesus é movido por uma certa indignação.

· Jesus vai ao sepulcro

· Ordena que tirem a pedra

· É questionado por Marta pelos dias passados

· Jesus lhe responde duramente

 

Jesus está indignado com o último dos inimigos: A morte! Ele  o que o pecado causou  RM 6.23

Ele vê a dor que seus amigos estão enfrentando, ele  que

A fala de Marta se dá pelo fato do corpo de Lázaro já estar em decomposição, ele vê que a morte é o pior pesadelo, o fim da vida, a perda dos entes queridos e do amor e se move para enfrentá-la.

 

 

Jesus está vendo todo o cenário que a morte causou e a morte não foi o plano inicial de Deus, Jesus está vendo a força que a morte teve sobre o pecado de todos e isso o indigna de tal forma que ele se dirige ao túmulo.

 

O versículo 38 contém a palavra “Embrimaomai” que foi traduzida como “Movendo-se em seu íntimo”, mas na verdade este termo é melhor traduzido como “Jesus foi tomado de raiva, ou Jesus urrava de raiva”.

A raiva de Jesus é contra a morte, é a mesma palavra utilizada ao se referir ao ato de Jesus diante dos cambistas no templo.

 

Jesus poderia ter vindo ao mundo com uma espada desembainhada e tratado a causa da morte que era o pecado, exterminando assim os homens, mas ao invés de carregar uma espada, ele veio com pregos; Ele não veio julgar, ele veio ser julgado.

 

O grande efeito deste milagre está no capítulo 12, o milagre é realizado a 3 KM de Jerusalém, muitos testemunharam o fato e esse se constituiria uma prova irrefutável a favor de Jesus, de forma que Jesus olha para a morte de Lázaro e entende que o preço para ressuscitar seu amigo é ele próprio, dias depois provar a morte.

 

A única maneira de tirar Lázaro da morte era ele entrando nela!

O único modo de interromper o velório de Lázaro era ele iniciado o dele.

 

Jesus chega próximo ao sepulcro e sua expectativa não é de um show, ele de certa forma sente o peso da morte se aproximando, sente a mandíbula da morte se fechando sobre ele, mas independente disso ele vai em frente e grita: Lázaro vem para fora!


⁴⁷ Depois os principais dos sacerdotes e os fariseus formaram conselho, e diziam: Que faremos? porquanto este homem faz muitos sinais.

⁴⁸ Se o deixamos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação.

⁴⁹ E Caifás, um deles que era sumo sacerdote naquele ano, lhes disse: Vós nada sabeis,

⁵⁰ Nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação.

⁵¹ Ora ele não disse isto de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação.

⁵² E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos.

⁵³ Desde aquele dia, pois, consultavam-se para o matarem.

 

João 11:47-53

 

Caifás quer dar um parecer aos principais dos sacerdotes, o receio deles é que Jesus ganhe ainda mais popularidade ao ponto de isso gerar algum alvoroço entre os romanos.

Caifás,  seu parecer, mas não de si mesmo.

 

Ele diz que convinha que um homem morresse pelo seu povo, no lugar de toda a nação, ele sem perceber predisse a morte substitutiva de Jesus.

 

João complementa: Ele não morreria apenas pela nação, ele morreria e em seu corpo reuniria todos os filhos de Deus que andavam dispersos.

 

 

Glória a Deus porque ele foi!

Glória a Deus por ele não ter hesitado. Glória a Deus porque ele nos substituiu.

 

 

 

5º O poder da palavra de Jesus

 

Considere o cenário:

 

1. Lázaro já estava em estado de decomposição, pois era o quarto dia

2. Após 3 dias as unhas soltam dos dedos

3. Após 4 dias os cabelos soltam do crânio e os pelos se soltam

4. No 5º dia o cérebro apodrece

5. No 6º dia a pele escurece e começa a sair dos ossos


6. No 60º dia  restam ossos e os cabelos.

 

 

Lázaro já está sem cabelos, já está com as unhas soltas, Lázaro  tem ação bacteriana agindo de tal forma que as suas vísceras já foram consumidas, Lázaro já não tem mais seus órgãos como intestino, fígado, coração.

O seu globo ocular está desgastado, sua língua já está consumida. Todos seus órgãos vitais estão prejudicados: Rins, pulmões, coração.

Sobretudo Lázaro está com o cérebro prejudicado, os médicos são unânimes ao dizer que a reanimação em um paciente pode ocorrer até 1 hora depois da morte, após isso o cérebro nunca mais volta ao lugar e ao seu funcionamento, de modo que a maior questão era se Lázaro voltaria a vida em sua plenitude ali.

Lázaro voltaria sem lembranças, sem falar, sem andar, sem fazer nada dessa natureza.

 

 

No que diz respeito a sua constituição enquanto pessoa Lázaro está numa dimensão irreversível, se não vejamos:

 

· Seu espírito voltou para Deus

· Seu corpo está no sepulcro

· Sua alma está no seio de Abraão embaixo, junto ao Hades (Onde iam os mortos em Deus no A.T).

· Após a ressurreição de Jesus o seio de Abraão foi transportado para o lugar chamado paraíso em cima (Inaugurado pelo ladrão da cruz).

 

 

Considerando tudo isso, Jesus manda retirarem a pedra.

 

 

Em seguida vem as atitudes de Jesus:

 

 

⁴¹ Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.

⁴² Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.

⁴³ E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.

João 11:41-43


Jesus provavelmente já havia orado antes, Jesus ainda na Peréia falou com o pai a respeito disso.

Jesus faz uma oração pública como resposta para que os que estão a sua volta creiam.

 

 

Até que Jesus finalmente brada da entrada do sepulcro: Lázaro, sai para fora!

· Jesus faz uso do poder de sua palavra, tal como o fez na criação

· Ao falar a alma de Lázaro vem do mundo dos mortos e volta ao corpo

· O Espírito também se une

· Uma reorganização começa no seu corpo

· O coração volta a bater  120.000 vezes por dia

· O sangue volta a correr

· Ele é limpo nos rins

· Os órgãos recompõem

· O intestino é reconstruído

· Os cabelos voltam para o couro cabeludo

· Os pelos voltam para o corpo

 

 

O que os médicos não fazem com toda sofisticação, Jesus faz com uma só palavra.

 

 

Há um poder sobrenatural na voz de Jesus:

· Apocalipse diz que a voz dele é como do mar na sua braveza.

· Os discípulos a ouviram no mar  Tende bom ânimo, ou eu, não temas.

· Ao som da sua voz o vento e o mar se aquietam.

O que precisamos de verdade é da voz de Jesus falando na nossa vida, as vezes com palavras de ordem, as vezes para dizer não temas, as vezes para encorajar, as vezes para chamar, as vezes para capacitar.

 

 

O nosso pedido hoje é: Fale Jesus!

 

 

 - Somos chamados a cooperar com Jesus

 

 

⁴⁴ E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir. João 11:44


Inúmeras pessoas entram por essas portas e são chamadas por Jesus, nós mesmos somos como Lázaro.

A voz de Deus nos chamou da morte  Efésios 2

· A voz de Deus nos ressuscitou

· A voz de Deus chamou nosso nome

· Quando viemos, viemos ainda enrolados com coisas deste mundo

· As mãos estavam amarradas

· Os pés estavam amarrados

· Ele optou por ir para a cruz e nosso lugar

· Ele morreu a nossa morte, para termos vida.

O Jesus que fez todas essas obras sobrenaturalmente, nos chama a desatar os que ele ressuscita, pessoas virão ainda amarradas, com cenários de morte, nós como igreja rolamos a pedra, nós como igreja desamarramos mãos e pés, nós como igreja não ressuscitamos, a voz que chama para fora é de Jesus, mas as mãos que desatam são as nossas.

 

 

 É bom ser amigo de Jesus

· Alguns são seguidores, alguns são curiosos, alguns são consumidores.

· Alguns avançam e se tornam discípulos, esse grupo é mais restrito

· Alguns se tornam amigos de Jesus:

 

· Abraão foi o primeiro a receber o evangelho

· Moisés viu o Senhor

· João deitou sobre seu peito

· Lázaro amigo de Jesus foi ressuscitado

 

 

Aos amigos é dado o relacionamento, o tempo de mesa, os amigos nem sempre ascendem no ministério com Jesus, mas tem dele o que os mais proeminentes sumos-sacerdotes não tem.

 

 

Jesus está te chamando para um tempo de Amizade.

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